Mulher trans vai receber indenização após sexo masculino aparecer em cadastro de hospital no interior de SP

Erro no cadastro do hospital

Uma mulher trans irá receber uma indenização após ter seu gênero incorretamente registrado como masculino em um hospital no interior de São Paulo. O incidente ocorreu durante a realização de um exame de radiografia da bacia no Hospital Estadual de Américo Brasiliense (HEAB) em 10 de maio de 2024. A paciente, que já havia tido seu sexo retificado para feminino em sua certidão de nascimento, notou o erro tanto na guia do exame quanto no laudo fornecido pelo hospital.

De acordo com informações do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a falha ocorreu nos bancos de dados vinculados à Secretaria de Saúde do Estado, gerando constrangimentos para a autora da ação. A situação evidenciou uma falha no serviço prestado pelo hospital, que não atualizou corretamente as informações vinculadas à paciente.



Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo

O TJ-SP decidiu que o Estado de São Paulo deverá retificar o cadastro da mulher trans e, além disso, pagar R$ 2 mil de indenização por danos morais. O juiz Joel Birello Mandelli que analisou o caso, afirmou que existe um nexo causal entre os danos sofridos pela autora e a falha na prestação do serviço público, que não deve ser desconsiderada mesmo na ausência de má-fé por parte dos funcionários envolvidos.

indemnização mulher trans

Os desembargadores da 6ª Câmara de Direito Público do TJ-SP corroboraram a decisão de primeira instância, que inicialmente não havia deferido o pedido de indenização, mas apenas determinava a retificação do cadastro. A condenação da indenização foi considerada adequada à natureza do erro cometido, reconhecendo que a violação do direito da personalidade da mulher trans não pode ser desconsiderada.



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